Revista Literária

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pensamentos

Não há nada mais encantador que a bela disposição das palavras, a beleza nem sempre encontra-se no seu rebuscamento e sim no espirito ou alma de quem às escutam.


"Eu acho que, quando não escrevo, estou morta." Clarice Lispectro.

Entenda o profundo dizer dessas palavras, escrever para mim não é tão somente vomitar palavras, é sentir, é expor mais que pensamentos, é decolar em uma viajem insólida entre o real e algo mais fundo, mais emocionante, mais transcedental que a própria inconsciência.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A literatura vem da alma ferida.

Esse pequeno trecho é de uma carta pertencente a um poeta anônimo que escrevera para  expressar seu sofrimento expondo seus questionamenos  e sentimentos ao confrontar-se com as atitudes humanas, aliás das atitudes humanas que de alguma forma prejudicam o outro. Penso em fazer um estudo minucioso sobre este tema, buscando na literatura exemplos de sentimentos semelhantes e traçar um histórico das atitudes do ser humano neste quesito traição amorosa. Contudo acredito que esses questionamentos na literatura quase sempre estão relacionados às frustações amorosas, assim como a do poeta em questão.

"É extremamente ironico, pensar se as pessoas são felizes. será que
conseguem superar o passado? e viver bem com as escolhas que fizeram e
de como estas trouxeram consequencias ao outro a quem afetou?
Respostas é só o que procuro, contudo não as obtenho, coragem? talvez
é o que falte?! é relativo, as pessoas teem coragem de realizar atos
que machucam o proximo, sem ao menos conhecê-lo. E quando do tem a chance de simplesmente dizer: "desculpe se te magoei." Elas não fazem, fogem..."

quarta-feira, 3 de março de 2010

Literatura Inglesa na era Vitoriana.

Em um dia procurando um livro interessante para alegrar as horas vadias, encontrei uma preciosa edição de uma jornalista inglesa, Keate Summerscale, na qual relata uma  história real que acontecera na Inglaterra vitoriana,  e como isso me encanta deveras! comprei-a. A paixão foi certeira e o nome da encantante é "As Suspeitas do Sr. Wicher." A jornalista nos conta a história real do  assassinato de um menino de três anos, que fora levado de seu quarto enquanto dormia e é encontrado morto. A leitura é realmente intrigante, e o fato de a história ser real estimula a "devorar" as linhas seguintes em busca do desfecho. Guiada pela investigação de um dos mais talentosos detetives ingleses do século XIX, Jonathan Wicher, a autora em uma linguagem simples relata o acontecimento, sob a óptica jornalistica e de como o conjunto de tudo,  a família inglesa e sua privacidade, a crueldade do assassinato, a investigação, a perspicácia do detetive em solucionar o crime, a pressão da sociedade na busca pelo assassino, incitava as pessoas a desvendar os mistérios envoltos da morte da pequena criança. Contudo destaco a pesquisa da jornalista que brilhantemente preocupou-se em relatar os fatos nos presenteando em sua narrativa com trechos das manchetes de jornais da época(algo de grande valor histórico). Imagina só que loucura! um trabalho que merece honras. O fato teve enorme repercussão e a forma como o detetive Wicher conduzio as investigações incentivou e inspirou grandes escritores como Charles Dikens e Arthur Conan Doyle a criarem famosos  personagens da ala investigativa na literatura nomes conhecidos nossos como Sherlock Holmes. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

E viva a Literatura!!

Não há como se afastar do que se ama, se há algo mais prazeroso que a vida é a própria vontade de fazê-la uma eterna paixão!!! O bem que se faz é sempre feito da melhor forma, não importa a subjetividade da vida o que a torna ainda mais interessante é essa constante reviravolta. Ótimo! a minha subjetividade se resume na simplicidade das palavras.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

"Belém -Pará- Brasil"

Existe poesia que nasce como poesia, essa canção de um grupo paraense, da década de 80, que quase não ouço mais falar "Mosaico de Ravena" se transformou em uma poesia por mérito. A letra diz muito, e parece ser um desabafo crítico. Ela fala muito de valorização da cultura e também do orgulho que nós paraenses necessitamos ter dessa terra rica, linda, abençoada, pai'dégua!

Vão destruir o Ver-o-Peso
Pra construir um Shopping Center
Vão derrubar o Palacete Pinho
Pra fazer um Condomínio
Coitada da Cidade Velha,
que foi vendida pra Hollywood,
pra se usada como albergue
no novo filme do Spielberg

Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês

A culpa é da mentalidade
Criada sobre a região
Por que é que tanta gente teme?
Norte não é com M
Nossos índios não comem ninguém
Agora é só Hambúrguer
Por que ninguém nos leva a sério ?
Só o nosso minério

Quem quiser venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés tropeçando em vocês

Aqui a gente toma guaraná
Quando não tem Coca-Cola
Chega das coisas da terra
Que o que é bom vem lá de fora


Transformados até a alma
sem cultura e opinião
O nortista só queria fazer
parte da Nação

Ah! chega de malfeituras
Ah! chega de tristes rimas
Devolvam a nossa cultura!
Queremos o Norte lá em cima!
Por quê? Onde já se viu?
Isso é Belém!
Isso é Pará!
Isso é Brasil!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Falando de Literatura Paraense.

ILC - I Ciclo do Extremo Norte da Literatura

Tema: "A Prosa de Dalcídio Jurandir e a Poesia de Paulo Plínio Abreu"

Realização: dias 19, 23 e 30 de junho de 2009, no Centro de Convenções da UFPA (ao lado da Reitoria) e Livraria Universitária.

Se tenho a poesia em mim
Desculpe-me os realistas
Mas a frustração de um poeta
É viver a poesia em plena realidade.

Devaneios, talvez,
Mas que seria de minha louca mente
Se não fossem minhas insanas palavras
Como poderia viver...
Se necessito delas para respirar... extravasar... repelir meus medos
Expressar o mal que a realidade me causa?
É celebrar o bem do irreal de minhas palavras.

Amália Pércia 10/06/2009