Revista Literária

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Lembrei-me de "Hortência"

Com o título de Primeiro Romance Belenense "Hortência" é publicada em 1888 pelo paraense João Marques de Carvalho. O romance naturalista nos é apresentado com uma temática que a olhos desatentos assuste-se com o caso incestuoso, não obstante ao ler a relíquia, a meu ver tão valiosa para a literatura paraense, nos enamoramos por uma descrição não tão minuciosa de Belém mas que nos proporciona enveredar por um retorno ao passado, sem sair das páginas da preciosa leitura, como era, o que mudou em nossa cidade, o que conhecemos como a conhecemos é fascinante.


 A leitura de Hortência nos transporta a uma Belém do século XIX, o que nos faz perceber o grandioso valor histórico da obra, em suas linhas reconhecemos ruas, costumes de uma Belém que ainda não conhecera o auge esporádico da borracha, costumes típicos belenenses ou mesmo paraense como a venda de açaí nas portas.
“Vendedeiras de açaí passam com a gamela à cabeça, coroada pela vasilha de barro, contendo o líquido, que elas oferecem à freguesia na sólida cantiga: “E...e...eh!Açaí fresqui ... i...i … nho!”(Hortênsia, 1997, p.27)
e ainda outros de origem indígenas que temos, nós belenenses como legado.

“...Antônia gozava até aí de uma saúde desejável (…) O pior de tudo isto era que nem os medicamentos farmacêuticos receitados pelo doutor, nem as tisanas caseiras prescritas por duas ou três velhotas da vizinhança, conseguiam a almejada cura de Antônia...” (Hortência, 1997, p.28).
 

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pensamentos

Não há nada mais encantador que a bela disposição das palavras, a beleza nem sempre encontra-se no seu rebuscamento e sim no espirito ou alma de quem às escutam.


"Eu acho que, quando não escrevo, estou morta." Clarice Lispectro.

Entenda o profundo dizer dessas palavras, escrever para mim não é tão somente vomitar palavras, é sentir, é expor mais que pensamentos, é decolar em uma viajem insólida entre o real e algo mais fundo, mais emocionante, mais transcedental que a própria inconsciência.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A literatura vem da alma ferida.

Esse pequeno trecho é de uma carta pertencente a um poeta anônimo que escrevera para  expressar seu sofrimento expondo seus questionamenos  e sentimentos ao confrontar-se com as atitudes humanas, aliás das atitudes humanas que de alguma forma prejudicam o outro. Penso em fazer um estudo minucioso sobre este tema, buscando na literatura exemplos de sentimentos semelhantes e traçar um histórico das atitudes do ser humano neste quesito traição amorosa. Contudo acredito que esses questionamentos na literatura quase sempre estão relacionados às frustações amorosas, assim como a do poeta em questão.

"É extremamente ironico, pensar se as pessoas são felizes. será que
conseguem superar o passado? e viver bem com as escolhas que fizeram e
de como estas trouxeram consequencias ao outro a quem afetou?
Respostas é só o que procuro, contudo não as obtenho, coragem? talvez
é o que falte?! é relativo, as pessoas teem coragem de realizar atos
que machucam o proximo, sem ao menos conhecê-lo. E quando do tem a chance de simplesmente dizer: "desculpe se te magoei." Elas não fazem, fogem..."

quarta-feira, 3 de março de 2010

Literatura Inglesa na era Vitoriana.

Em um dia procurando um livro interessante para alegrar as horas vadias, encontrei uma preciosa edição de uma jornalista inglesa, Keate Summerscale, na qual relata uma  história real que acontecera na Inglaterra vitoriana,  e como isso me encanta deveras! comprei-a. A paixão foi certeira e o nome da encantante é "As Suspeitas do Sr. Wicher." A jornalista nos conta a história real do  assassinato de um menino de três anos, que fora levado de seu quarto enquanto dormia e é encontrado morto. A leitura é realmente intrigante, e o fato de a história ser real estimula a "devorar" as linhas seguintes em busca do desfecho. Guiada pela investigação de um dos mais talentosos detetives ingleses do século XIX, Jonathan Wicher, a autora em uma linguagem simples relata o acontecimento, sob a óptica jornalistica e de como o conjunto de tudo,  a família inglesa e sua privacidade, a crueldade do assassinato, a investigação, a perspicácia do detetive em solucionar o crime, a pressão da sociedade na busca pelo assassino, incitava as pessoas a desvendar os mistérios envoltos da morte da pequena criança. Contudo destaco a pesquisa da jornalista que brilhantemente preocupou-se em relatar os fatos nos presenteando em sua narrativa com trechos das manchetes de jornais da época(algo de grande valor histórico). Imagina só que loucura! um trabalho que merece honras. O fato teve enorme repercussão e a forma como o detetive Wicher conduzio as investigações incentivou e inspirou grandes escritores como Charles Dikens e Arthur Conan Doyle a criarem famosos  personagens da ala investigativa na literatura nomes conhecidos nossos como Sherlock Holmes. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

E viva a Literatura!!

Não há como se afastar do que se ama, se há algo mais prazeroso que a vida é a própria vontade de fazê-la uma eterna paixão!!! O bem que se faz é sempre feito da melhor forma, não importa a subjetividade da vida o que a torna ainda mais interessante é essa constante reviravolta. Ótimo! a minha subjetividade se resume na simplicidade das palavras.